Wednesday, April 8, 2015

Pattberg: O culto aos 'especialistas em China' (Pravda.RU)


PEQUIM - Há alguns anos, encontrei um alemão, em Harvard, que se vangloriava do próprio 'engajamento' na luta política, de uma palestra que daria em New York City, de como trabalhava duro a favor da liberdade para o Tibete e sanções contra a China. Que não havia direitos humanos na China - ensinou-me ele. Fiquei impressionadíssimo. Alertei-o para que não fizesse nada daquilo contra o nosso governo alemão, porque poderia ser condenado por traição. O homem balançou a cabeça com ar de profundo desprezo pela minha falta de fé democrática. 


Não é o único. Há um culto a intelectuais evangelizadores anti-China, no Ocidente, aqueles arrogantes cruzados determinados a construir golpes nas mais diferentes nações não ocidentais e usurpar quaisquer governos democráticos. 

Sobre a China, agem e falam como se estivessem acima da lei. Isso, porque entendem que o governo chinês seria corrupto, não eleito e comunista, vale dizer, ilegítimo. Assim sendo, por que alguém teria de respeitar o que a China faz, defende ou propõe? Além do mais, esses intelectuais evangelizadores pró-ocidente acham que ocidentais podem fazer o que bem entendam contra a China, porque os EUA comandam todo o aparelho de comunicação-propaganda 'midiática', o que sempre os salvará de qualquer dificuldade, caso haja. 

Os tais ditos 'especialistas' em China são hoje uma força política que faz oposição direta ao Partido Comunista. Formam ninhos e redes, com hierarquia muito forte e rígido código de ética: todos se autoelogiam uns os outros, 'retuítam' tuítes uns dos outros, fazem propaganda dos livros uns dos outros, e castigam furiosamente todos os 'traidores', que chamam de "elogiadores da China". 

Quando Yang Rui, âncora de um noticiário na rede CCTV, condenou as atividades de estrangeiros em Pequim, foi vítima de assassinato de reputação e, na sequência, mostrado por 'especialistas em China', em todo o ocidente, como exemplo do que acontece a quem se atreva a defender a China. 

No ocidente, grupos extremistas estrangeiros, de direita ou de esquerda, são atentamente monitorados e controlados. Mas que ninguém se atreva a controlar os imperialistas ocidentais. Alemães financiam separatistas chineses em Xinjiang; norte-americanos financiam separatistas no Tibete. Empresas da imprensa norte-americana até deslocam seus 'militantes' para Hong Kong, decididas a derrubar Xi Jinping, o presidente, a mulher dele e toda sua família. [...]